Pular para o conteúdo principal

Dragoa. Ou dragão-fêmea.


Liliane Louva-a-Deus. E louvava. Seriamente em mínimos detalhes cravados em sua pele. As unhas curtas em contraste com o cabelo de riponga, compridíssimo, eu diria, joplinístico. Quando não amansava a juba em grampos e presilhas, era leoa. Calma, olhar baixo, devia ter medo de expor a pele, devia ter sardas, se é que usava sutiã. Louva-a-Deus? A cruz pendurada na garganta escorregou e foi andar na sua virilha virgem. Até a pomba velha da professora Cristine suou naquele dia. Liliane apareceu calma, passos suaves e ostentando nos lábios um vermelho rouge. A vi sorrindo. Vadia. Era então tudo uma brincadeira. A rebeldia fula orquestrada em moicanos pagos por cinco reais perderam a glória. Os furos, os pós, rendidos. Em tempos de gloss baby, o rubi venceu.

Comentários

Reges Schwaab disse…
Olá
Sim, o livro foi lançado no Brasil pela Rocco.
http://www.rocco.com.br/shopping/ExibirLivro1.asp?Livro_ID=9788532524720

Convido você a entrar na Comunidade sobre o Livro:
http://www.orkut.com/Main#Community?cmm=95973744

Abraço
Reges

Postagens mais visitadas deste blog

camomila

olivia, As pessoas esperam a essa altura, superação . Uma grande história em poucos anos, com um final seguro e confor tá vel, que pelo menos se sustente esquecido. Embora eu diga ou tente dizer, qualquer coisa ser á incompreensível . E eu nem tento pois nem sequer cheguei a aprender a falar sobre isso. E se tento, atiro e machuco. Mesmo você , principalmente você . Quem é você a essa altura, olivia?

Crônica de Thiago Cunha

Especular sobre os devaneios das outras pessoas sempre vai te fazer pequeno. Pensar, simples e involuntariamente, já esmaga muito do que você acredita, criando outras certezas que serão esmagadas um pouco depois. É difícil acreditar em algo que exponha o que você realmente é. É difícil, impossível, ser uma coisa só. Talvez por isso algumas pessoas falem pouco, valorizando o poder do silêncio. Talvez por isso algumas pessoas falem e riam tanto, mostrando a coragem que querem mostrar que tem, de ser... seja lá o que for. Mentimos pra nós mesmos, muitas vezes, só para nos convencermos de que somos tal coisa, de que nunca mudamos ou de que agora somos totalmente diferentes. A verdade é que a nossa existência depende essencialmente da existência dos outros. Nós somos tudo o que vimos, tudo do que gostamos, tudo o que fizemos e que normalmente não faríamos. Nós somos aquele calafrio que se sente por alguém com quem você nunca conversou e que nem faz seu tipo, aquela alegria que vem sem expli...